Lembra quando campanha de moda era sinônimo de belas modelos, muitas vezes carregadas no Photoshop, sempre bem vestidas e em poses esculturais? Pois esqueça tudo a que você sempre se acostumou. As moças continuam lá, ainda belas, mas as imagens… Quanta diferença!
Basta folhear as novas revistas internacionais, ou passear pela internet atrás dos anúncios de inverno das grandes marcas internacionais. A vontade agora aponta em uma única direção, uma espécie de “surrealismo”.
O desejo é para causar desconforto e prender o olhar do consumidor – tão acostumado a folhear sem atenção as centenas de páginas das revistas. Afinal, em tempos de crise, uma piscadela a mais do lado de cá pode significar prejuízo do lado de lá.
Então, dá-lhe imagens estranhas, engraçadas, absurdas, até um pouco lisérgicas. A ideia já tem seus patronos – notadamente, as campanhas debochadas de Vivienne Westwood, as bizarrices de Viktor & Rolf ou as fotos cruas de Juergen Teller para Marc Jacobs. A diferença é que esse “novo” modo de ver a moda passa a influenciar outras marcas, incluindo as menos ousadas, como a Mulberry.
E, como tudo na moda, este “surrealismo” também tem sua musa: Raquel Zimmermann. Modelo número um do mundo, a brasileira já contracenou com logotipos gigantes da Fendi e com frascos gigantes de perfume da Gucci (idealizados por David Lynch, mestre no assunto). Agora, contracenando com os arranha-céus de uma cidade qualquer, lá vem Raquel – gigante

Eduardo Viveiros para Chic