4 fev
As passarelas de inverno 2009 confirmaram duas tendências: as bolsas diminuíram e as alças de correntes dominaram a cena. Um novo jeito de usar? Enrolando-a no punho. Em alguns casos, nem precisa se esforçar, o local para segurar a bolsa já envolve parte do braço.

Os materiais e novos formatos, assim como nos calçados, são outro diferencial. As correntes também podem revestir a peça, assim como pele e moletom. As cores aparecem em franjas ou em apliques de corações.
Agora, se você é do tipo que não vive sem carregar o mundo nas costas, as bolsas com jeito de mochila antiga de couro ou carteiro são uma solução criativa, já que as maxibags nem deram as caras.

Fonte: chic.ig.com.br
26 jan
Há alguma coisa de novo no reino da moda, sim. Mas nada que seja ditatorial e obrigatório de se usar no próximo outono-inverno 2009. Liberdade, conforto e poder de escolha para vestir o que quiser – talvez sejam as principais tendências dos desfiles apresentados nesta 26ª edição do São Paulo Fashion Week, que dia 23.
Então, para se fazer um balanço desta edição, o melhor é pegar o senso comum. Ou seja, o que foi visto em quase todos os desfiles, com interpretações pessoais de cada criador. Mas que fique bem avisado, a moda é democrática e ninguém tem obrigação de usar nada que não queira. Procure apenas o que combine com seu estilo e sinta-se bem com sua escolha. Isso sim é tendência.
Conforto: se o inverno é uma estação que pede recolhimento, nada melhor do que se sentir aconchegante dentro da roupa. Os estilistas sabem disso e resgataram tecidos como o bom e oitentista moletom. Malhas, sedas, lãs, couro e jeans molengas entram nesse rol de aconchego. As novas tecnologias permitem fibras que garantem toque suave e carinho para pele. O conforto vem também com tricôs de pontos largos e fios tecnológicos.
Liberdade: não se sentir preso dentro de um roupa, poder se movimentar com desenvoltura. É essa a mensagem que transmitem quase todas as peças, sejam blusas, vestidos, jaquetas, blazeres, calças e bermudas. As formas não são justas. Podem até acompanhar a silhueta, mas garantem a movimentação livre, leve e solta de quem usa. Alguns exemplos: vestidos retos e larguinhos, e as calças de gancho baixo para eles e para elas. Ou a chamada calça cenoura, larga em cima e que vem afunilando embaixo. E se surgem calças skinny, legging e outras justas, a compensação vem com a elasticidade dos tecidos.
Arquitetura: a liberdade não impede, no entanto, que peças estruturadas passeiem por aí. E isso vem por conta do cuidado que os estilistas estão dispensando ao corte e ao acabamento. Assim, surgem silhuetas com amarrações inesperadas, sobreposições, recortes, assimetria nas barras, nas mangas e nos decotes.
Surrealismo: nada precisa ser muito certinho neste inverno. Aliás, bagunçar o que sempre esteve estabelecido é uma forma de brincar com a rigidez dos dias frios. O zíper, por exemplo, sempre usado como acessório utilitário apenas para abrir e fechar as peças, caminha pelas roupas. Vão para trás, para o lado, para baixo. Aparecem na diagonal, na vertical. O mesmo acontece com botões, lapelas, cintos, bolsos etc. Um surrealismo fashion.
Pincel: o preto dominou as coleções, assim como outros tons bem fechados. Leia-se: marrons, cinza (muito cinza-mescla), vinho e verde-profundo, para citar alguns. Mas calma, vermelhos, amarelos, azuis, rosa e laranja trazem alegria à estação fria. E também o branco e branco-sujo (off-white) garantem ainda mais luz aos dias cinzentos. Prata e dourado fazem o inverno ainda mais brilhante.

Exclusividade: ser elegante pode ser sinônimo de exclusivo. E isso é um pedido dos consumidores que foi entendido pelos estilistas. Para tal diferenciação, bordados, aplicações, tachas, apliques e tudo o que lembre customização… Neste quesito valem também as peças feitas com tiras ou formas geométricas, formando uma espécie de patchwork, que se transforma em vestidos, calças e blusas. Além dos paetês foscos, brilhantes, lisos ou formando desenhos, que pululam aqui e alí.
Paisagem: sim, há estampas também. Flores e inspirações botânicas aparecem, assim como formas indefinidas e esmaecidas, ou com um leve toque geométrico. E numa continuidade do inverno passado, os xadrezes em muitas variações surgem firmes e fortes, para homens e para mulheres.
Enfeites: no quesito acessório, os pés vêm com botas com canos em várias alturas e saltos para todos os gostos. Sapatilhas também merecem destaque. Podem vir lisos, bicolores ou coloridos. A escolha é sua. Bolsas em geral são pequenas e femininas, para ocasiões formais. Na cabeça, os cabelos presos (rabos, coques, tranças) garantem o uso de golas altas. Mas tais penteados podem vir acompanhados de casquetes, tiaras e chapéus grandes e pequenos.
Fonte: Terra
Com certeza o assunto mais comentado da semana foi a posse do presidente americano Barack Obama.
Que além de um importante momento político, foi repleto de glamour.
O porta G1 pegou as opiniões sobre os especialistas que circulavam no São Paulo Fashion Week sobre os modelitos usados na festa. Confira!

Izabel Toledo foi a estilista escolhida por Michelle Obama. A nova primeira-dama americana usou um vestido amarelo brilhante da designer para a posse de seu marido. A estilista é norte-americana, de origem cubana, e estudou no Fashion Institute of Technology e na Parsons School of Design, ambas em Nova York.
Izabel, que já foi designer da marca Anne Klein, lançou sua grife há mais de 20 anos.
O estilista Pedro Lourenço comentou o conjunto de vestido tubinho e casaco de brocard dourado que Michelle usou na posse presidencial e classificou como “bonitinho”. – Mas não tem jeito. A primeira-dama mais bem vestida atualmente é a Carla Bruni. Ninguém vai superá-la.
Já Costanza Pascolato não comparou Michelle com Carla, mas sim com o marido:
– Se for para falar do estilo do casal Obama, o presidente é quem rouba a cena. Ele é um homem de uma elegância clássica e natural.
Cláudia Ioschpe do blog N9VE achou que o modelito deveria ser em uma cor mais discreta. E percebeu que ao descer as escadas, dava pra ver o forro do casaco da primeira-dama, e preciso admitir que sou chata com esses detalhes: não gostei de ver o forro ali.
Mas não dá pra negar que o traje é elegante e que o vestido combina com o casaco.
Gostei das luvas, que não são no mesmo tom da roupa, e também gostei dos sapatos Jimmy Choo.
O conjunto da obra, porém, é unânime: Michelle poderia ter usado um modelito mais moderno, sim.

Já para a maratona de bailes que o casal participou Michelle apareceu em cena com um vestido branco longo, com detalhes em flores, do jovem desenhista de origem taiunesa Jason Wu, que combinou o traje com brincos longos e brilhantes. Sim, ela estava linda demais!
São Paulo Fashion Week começou domingo e agita a Capital Paulista.

No domingo Gisele Bünchen desfilou para Colcci
Confira a programação dos próximos dias:
Terça, 20 de janeiro
IÓDICE
CARLOTA JOAKINA
2ND FLOOR
FABIA BERCSEK
HUIS CLOS
TRITON
CAVALERA
Quarta, 21 de janeiro
REINALDO LOURENÇO
ERIKA IKEZILI
OESTÚDIO
ELLUS (IMRENSA)
ELLUS (CONVIDADOS)
WILSON RANIERI
V.ROM
ANIMALE
Quinta, 22 de janeiro
MARIA BONITA
SIMONE NUNES
UMA18h RESERVA
SAMUEL CIRNANSCK
ANDRÉ LIMA
Sexta, 23 de janeiro
GLORIA COELHO
AMAPÔ
JEFFERSON KULIG
MARIA GARCIA
ALEXANDRE HERCHCOVITCH (MASC)
NEON
17 jan
O Fashion Rio chega ao fim, o evento ocorreu de 11/1 a 16/1 no Rio de Janeiro e movimentou o mundo fashion brasileiro.
Veja a opinião da Iesa Rodrigues que comentou a semana de moda para o site Terra.
Foi uma semana relativamente calma, sem sustos. Coleções com propostas usáveis, às vezes classificadas como comerciais, com um ar pejorativo. Afinal, o que há de errado com isto? Vimos modelos em comprimentos razoáveis, que podem ser usados nas grandes cidades. O que aconteceu com os microvestidos, que fizeram furor nas passarelas do verão? Viraram túnicas, sobrepostos a calças ou bermudas.
Foram sugeridos longos esguios, com drapeados sutis, sem excessos de panejamentos. Babados, já deram o que tinham que dar. No colorido, predominou o preto. Com concessões a vinhos, marrons e cinzas, mais alguns tons doces para as festas – vejam bem, como se inverteu o uso da cartela. O preto é da alfaiataria, ponto fortíssimo das coleções. As cores são das sedas e gazares com detalhes plissados e pregueados, pences e dobras.
Isto é ser comercial, é moda para gente vestir. Sem a pretensão de dominar a vontade do consumo. Quem garante que a mulher brasileira vá voltar a usar blazer preto? Será que ela já perdeu o preconceito contra o que é considerado roupa de trabalho? Vamos ter frio para nos embrulharmos nos tricôs de lã? Caso não esfrie, apelamos para a gola-cachecol, que é irresistível. É apenas uma aposta pessoal!
E a moda-conceito, que tanta gente gosta de ver? Marcia Ganem encara bravamente esta missão, com seus fios de poliamida reinventados. Mas mesmo Marcia ensaia tornar seus mantos mais acessíveis ao guarda-roupa requintado. Desfile-conceito aqui é o que tem Milton Gonçalves no final, arrebatando a platéia com um simples terno branco. Talvez pudéssemos ter um pouco mais deste espírito carioca na semana, senti falta da música Burguesinha, do Seu Jorge. Vai ver, os stylists acham que não combina com inverno…
Vamos combinar, existe moda-conceito por aqui. Sem os luxos autênticos da alta costura parisiense, mas com a criatividade desenfreada dos figurinistas: é a Escola de Samba, o maior desfile-conceito do planeta. Enfim, agora só falta a temporada de liquidações para começarmos a escolher os looks do outono-inverno.

Pontos fortes do inverno 2009
Alfaiataria no feminino
Argyl, o padrão de losangos
Botas de cano curto largo
Colares grandões
Coletes para todos
Cores: preto, cinza, marrom, cáqui, vinho, verdes
Detalhes pregueados e plissados
Gola-cachecol
Meias foscas, xadrezes ou rendadas
Pantalonas e saruel
Rosas e laços
Skinny masculina
Tricô geral
Xadrez
O que não pega:
Bolsas grandes
Calças masculinas largas
Casacos longos (só se esfriar muito)
Microvestidos
Olhos marcados
Quase não teve jeans
Roupas largas demais, sem cinto ou obi
Tricôs enormes, em fios grossos