BALANÇO FASHION RIO

Glória Kalil publicou em seu site http://chic.ig.com.br um balanço do Fashion Rio. Dá só uma olhada no que ficou de tendência.

Depois de várias estações onde uma grande e variada oferta de moda foi oferecida ao público consumidor, para que ele escolhesse o que mais combinasse com seu estilo pessoal, tivemos nesta 16° edição dão Fashion Rio uma volta às tendências. Ou seja: todo mundo apresentou as mesmas coisas com pequenas variações de marca para marca. Traduzindo em miúdos: voltamos a poder fazer listinha de tendências.
Isso é bom ou mau? Eu sinto que é uma perda. Perdemos um pouco a liberdade de escolher se queremos usar saias longas, médias ou curtas – só há curtas (curtíssimas, para ser exata) desta vez. E mais, elas terão que ser justas ou em sua maioria arredondadas e cheias de drapeados. Você não fica bem com elas? Paciência. Não vai encontrar outra coisa na maioria das lojas.
Espero também que você goste de paletós com ombros pontudos ou almofadados, já que não existe outra oferta. E as calças? Não vai ser um inverno que privilegie as calças, mas de qualquer modo elas só vão aparecer em duas versões: as muito justas, quase leggings, e algumas (mais raras ainda) mais folgadinhas, na esteira da calça cenoura.
E os babados, então? Não há como escapar da ameaça de usá-los já que nos afogaram em seus excessos.

Mas, há as que adoram uma listinha de tendências e que acham que é um modo seguro de não errar. Se você é uma delas, alegre-se, pegue seu bloquinho e anote “o que vai estar na moda no inverno de 2010”:

1. Bordados cada vez mais ricos.
2. Presença acentuada de azuis (não só nos jeans).
3. Babados e mais babados em todos os tamanhos (Segundo Milene, o babado é o novo balonê).
4. Saias curtas, com movimento arredondado e drapeadas.
5. Paletozinhos e jaquetas curtas com ombros almofadados (pontudos ou redondos como os de Balenciaga).
6. Pitadas de militarismos.
7. Ankle boots bem curtinhas e de salto.
8. Lurex.
9. Camurça no lugar do couro.
10. Neoprene no lugar do couro.
11. Cabeças enfeitadas ou cobertas (laços, boinas, chapéus).
12. Glitter na maquiagem (puxado pelo lurex).
13.  Calças ainda muito justas, fuseaux e leggings.

Domingo começa o SPFW. Será que as coleções de  lá vão nos surpreender ou vão repetir esta lista? Vamos ver…

Fonte: chic.ig. Foto: Charles Naseh

Uma pesquisa realizada pelo MIT – Massachussetts Institute of Technology – lançou nova perspectiva sobre a questão da pirataria de itens de grifes e marcas de luxo. Segundo o levantamento, mais de 40% dos entrevistados revelou preferir produtos autênticos. A explicação dos participantes pela preferência é a qualidade inferior dos itens falsos e que esses também não substituem os originais.
“As pessoas normalmente acham que as cópias podem substituir os originais, mas na realidade, os consumidores reconhecem a superioridade dos últimos”, disse Renée Richardson Gosline, professora assistente de marketing da Sloan School of Management do MIT, que conduziu a pesquisa durante dois anos e meio batizada de Rethinking Brand Contamination: How Consumers Maintain Distinction When Symbolic Boundaries Are Breached (Repensando a contaminação das marcas: Como consumidores reconhecem as diferenças quando barreiras simbólicas são quebradas).
Mesmo assim a pesquisa aponta risco de alienação de consumidores em potencial, e Gosline sugere que as marcas reforcem a comunicação de seus traços de autenticidade para os consumidores no momento da compra.
Outro dado apontado pela pesquisa é que os consumidores não analisam apenas a logomarca das grifes nos produtos, mas julgam todo o look da pessoa e como esse item se encaixa na produção para determinar se o produto parece ser falso ou não.
A pesquisadora cita o grupo formado no Facebook, “Darling I Can Tell by the Rest of Your Outfit Your Louis Vuitton is Fake” (Querida, eu posso dizer pelo resto da sua roupa que sua Louis Vuitton é falsa).

Fonte: Terra/Moda

  • 0 Comments
  • Filed under: Por aí
  • TEMPORADA DE MODA

    Começo de conversa: esse texto é para não-iniciados, ou seja, pode parecer enfadonho para quem já tomou muito chá de cadeira reciclada na fila A em eventos como Fashion Rio (FR) ou São Paulo Fashion Week (SPFW). Acertado isso e já que o calendário de moda nacional já foi instituído e a fidelidade às datas tem sido quase sempre respeitada, sugiro entender o idioma local para não ficar voando se uma comentarista de TV conversa com um stylist ou se você, convidado do desfile, é chamado de standing.
    Antes de se achar limitado, entenda primeiro que é um mundo à parte e que o charme é usar metáforas, gírias gays e, claro, expressões em outra língua. É pedante? É. Mas está consolidado, portanto não adianta pensar em estádios de futebol nessas horas. Vista uma peça nude e pise com sua ankle boot no pé do primeiro que lhe empurrar na entrada das salas. Mais que isso: use esse glossário para entender o que os fashionistas falam, consomem, entendem, trocam e desejam nos dias que estiverem reunidos pelos armazéns do Píer Mauá, onde começa hoje o Fashion Rio, e pelo Auditório Ibirapuera, a lona da SPFW, aberta no dia 17. Depois, imprima essa página, faça piada no bar mais próximo ou, melhor, use para impressionar um pretê novo.

    A, de fila A
    Não é lenda. Há casos de jornalistas que não saem de casa, do lobby do hotel ou da barraquinha de cachorro quente se descobrem que o convite reservado para eles é na fila B. Se for C ou D, então, eles pulam cafonas no rio Tietê ou desfilam pela primeira favela que surgir nos arredores da Avenida Brasil carioca. A fila A é uma distinção similar ao ingresso para o funeral de Michael Jackson. Quem tem, exibe, repercute, gargalha como um rico. Em edições anteriores, só quem estava na fila A ganhava brinde (de uma barrinha de cereal a uma bolsa assinada por uma grife chique). Hoje, a figura ganha uma tonelada de papel, pedaços de tecido ou um bibelô inútil. Brinde bom vai para cama do hotel dos finos.

    B, de Backstage
    Como o nome sugere, o que fica atrás do palco. É lá onde ficam os modelos, algumas mães de new faces orgulhosas, as araras com as roupas que serão desfiladas, agentes, bookers e jornalistas exaustos. Isso, em dias normais. Se uma Gisele ou uma celebridade do momento estiver para desfilar, inclua aí repórteres afoitos, histeria generalizada, gente chorando e o diretor de cena dando show de grosseria.

    B, de Booker
    É uma espécie de babá ou, desculpe querido, um acompanhante, o representante da agência junto à modelo. Ele acorda a moça, esconde os gordurosos queijos amarelos da mesa do café-da-manhã e, às vezes, ajuda a curar a ressaca da recém-adolescente. Sim, modelo gosta de fumar e beber. Fora do evento, é o contato da profissional com os clientes (grifes e veículos de comunicação). A saber: meninas aprovadas para desfilar ou fotografar para campanhas foram “bookadas”.

    C, de Celulite
    Sim, algumas têm a maldita, apesar de magras e jovens. São mulheres, afinal. Para não escandalizar durante o desfile, o truque é maquiar bem a zona de guerra porque a iluminação numa sala de desfile não salva nem as albinas. E todo mundo gosta de rebaixar as coitadas, tipo “tá vendo, ela é modelo e também tem!”. Por isso, as meninas preferem desfilar coleção de inverno.

    C, de Cenografia
    Funciona como se fosse picadeiro. A plateia geralmente assiste tudo sentada em arquibancadas apertadas e à frente delas, o espetáculo. Se você é vintage, do tempo da Xuxa ou da Monique Evans, esqueça aqueles desfiles em que a modelo saía do backstage, dava alguns passos, um pivô no meio, andava mais, outro pivô e voltava. Hoje em dia, nem sempre elas andam. Podem ficar paradas numa instalação, em cima de uma pedra gigante de gelo ou fingir que estão numa festa moderna. Pivô? Esqueça. A maioria imita o andar de Gisele, uma pseudocavalgada, e “quebram” o quadril na ponta. Outra: nem sempre os desfiles acontecem no palco principal. Às vezes os convidados precisam se deslocar durante o dia (muitas vezes perdem o desfile seguinte por causa disso) para um museu, um shopping, uma floresta ou para um rio fedorento.

    C, de Catwalk
    É a passarela, onde os modelos surgem, (não) sorriem, e somem. É muito usado para glamourizar certas situações.

    E, de Estilistas
    Eles são as estrelas da festa. Antes dos desfiles, ficam no backstage com seus assistentes e depois se expõem para a plateia. Cada um se exibe como pode: uns desfilam juntos com os modelos no final (para identificar: é sempre o mais baixo), outros só põem a cabecinha de fora do backstage (com cara de exaustos), e outros desfilam sozinhos, firmes, e acenam para a os amigos da fila A. Um clássico: a maioria se apresenta bem simplesinha, tipo jeans surrado e camiseta básica, para não chamar mais atenção que as roupas que eles querem vender.

    F, de Fashion
    Por princípio, moda. Mas já virou adjetivo. “Maria estava fashion hoje”, por exemplo. Bom avisar logo que usar essa frase não é mais fashion, é cafona.

    F, de Fashionista
    É todo mundo que ama, idolatra e trabalha nesse universo. Usa-se meio genericamente mesmo. Richarlysson, zagueiro do São Paulo, é um exemplo.

    F, de Folhas
    Assim como os espumantes servidos em lounges, as hortaliças fazem muito sucesso em eventos de moda. Sempre há lanchinhos nos backstages para os modelos, mas quem disse que eles comem? Muito na penumbra. Se aparecer um fotógrafo de repente (ou o agente), a reação é imediata: ele pegam o sanduíche, jogam fora o presunto (magro), o queijo (branco) e comem só a alface (seca, sem nada).

    G, de Gay
    Se você ainda for do século 18, melhor nem passar perto de eventos assim. Os gays, ao contrário do que os cientistas dizem por aí, parecem se multiplicar em janeiro e junho, ano a ano. Há de todo tipo, e eles são queridos por todos, afinal trazem em suas maletas as maquiagens mais modernas, entendem tudo de elegância e de alimentos magros, além de saberem, de cor, as festas certas para onde se ir pós-desfile. Além disso, se você for heterossexual, faça amizade com um bem posicionado porque ele tem o celular das mulheres mais lindas. Negocie a troca de favores e está tudo certo.

    G, de Gíria
    Em toda temporada surge uma penca de gírias. Já houve o tempo do “hype”, do “hope”, do “volte pro mar oferenda”, do “beijo-liga” e do “pretê”. Não adianta explicar porque agora é passado. Se quiser posar de moderno, corte duas palavras essenciais pela metade: maravilha e incrível. Use e abuse de “Mara” e “Incri”. Claro que é usado como elogio e vem do mundo gay. De um escritório é que não viria, certo?

    H, de Hairstylist
    É muito, muito desagradável chamar cabeleireiro de… cabeleireiro. Ele é hairstylist. Pronto, falei. O mesmo serve para maquiador. Ele é um make-up artist.

    I, de Inglês
    Se você estiver iniciando o curso, pode ter uma certa dificuldade. Usa-se muito por lá: standing (convidados sem cadeira), sponsor (patrocinador), lounge (estande) e, claro, os próprios nomes do evento.

    L, de Lineup
    É a programação de desfiles. Simples assim.

    M, de Modelos
    Dependendo da modelo, ela pode ser mais paparicada e dar mais entrevistas que um estilista, e nem é só Gisele que reina . À parte: mede-se a fama de alguém em eventos assim de acordo com o volume de gente que se forma ao seu redor para perguntar coisas do tipo “como está se sentido hoje?” ou “o que acha de eventos como esse?”.

    N, de New Face
    São as meninas que querem a fama e a fortuna de Gisele, mas ainda estão com pernas trêmulas e seios em formato de botão. Às vezes há tempo para elas.

    P, de Papisas
    São as grandes damas do universo da moda, que levantam e destroem coleções, arruínam ou alavancam carreiras. Muitas vezes um desfile só começa quando todas estão devidamente sentadas. Na fila A, óbvio.


    P, de Pit
    É o puleiro onde ficam agrupados os irreverentes, exaustos e, às vezes, mal humorados fotógrafos e cinegrafistas. Eles passam horas em pé, carregam toneladas de equipamentos, brigam pelo melhor ângulo, torcem pela queda de um modelo e depois precisam correr e enviar o material para quem está em casa conferir.

    S, de Scouter
    É o olheiro, o cara que anda por aí caçando gente linda para jogar nesse circo. Faz o primeiro contato externo com o modelo, digamos.

    S, de Stylist
    É o profissional que organiza o caos criativo do estilista. Ele harmoniza peças e acessórios, dita a ordem de entrada das peças, opina em cabelos e maquiagens. Ganha muito bem para isso.

    T, de Tendência
    É a aposta do estilista. Você pode nunca usar. Mas que ele aposta, aposta.

    V, de Vintage
    É vintage usar “in” e “out”, por exemplo. Tudo que é passado vai para o baú de referências. Mas isso não quer dizer que não voltamos a expressões ou roupas antigas. Na moda, tudo vai e volta.

    Fonte: João Luiz Vieira para Terra Moda

  • 0 Comments
  • Filed under: Por aí
  • A última revista a entrar na onda das modelos em “tamanho natural” e evitar imagens alteradas é a Marie Claire australiana, mas de maneira mais light: a top que estampa a capa da edição de fevereiro não é GG, mas também não tem retoques feitos no Photoshop. Aos 26 anos, a modelo Jennifer Hawkins mostra uma dobrinha a mais na cintura e minúsculos furinhos na coxa.
    Parte da renda obtida com a venda da revista será revertida para a Fundação Butterfly, entidade australiana que ajuda quem sofre de distúrbios alimentares. Já que a ideia era essa, por que não usar uma mulher comum?
    Segundo a diretora da fundação, essa tática já foi usada por outras revistas no passado sem sucesso. “Infelizmente não causa o mesmo impacto. Jennifer [na capa] vende mais e desperta consciência. Se a Marie Claire tivesse escolhido uma mulher comum, por exemplo eu ou uma amiga sua, não teria causado a mesma conscientização”, disse ela ao site Life & Style.

  • 0 Comments
  • Filed under: Sem categoria
  • START

    2010 chegou.

    Mais um ano inteirinho para você aproveitar e realizar
    coisas maravilhosas. Não perca nenhum segundo
    e seja sempre FELIZ!

    É o desejo da CARMELA!