8 jan
Começo de conversa: esse texto é para não-iniciados, ou seja, pode parecer enfadonho para quem já tomou muito chá de cadeira reciclada na fila A em eventos como Fashion Rio (FR) ou São Paulo Fashion Week (SPFW). Acertado isso e já que o calendário de moda nacional já foi instituído e a fidelidade às datas tem sido quase sempre respeitada, sugiro entender o idioma local para não ficar voando se uma comentarista de TV conversa com um stylist ou se você, convidado do desfile, é chamado de standing.
Antes de se achar limitado, entenda primeiro que é um mundo à parte e que o charme é usar metáforas, gírias gays e, claro, expressões em outra língua. É pedante? É. Mas está consolidado, portanto não adianta pensar em estádios de futebol nessas horas. Vista uma peça nude e pise com sua ankle boot no pé do primeiro que lhe empurrar na entrada das salas. Mais que isso: use esse glossário para entender o que os fashionistas falam, consomem, entendem, trocam e desejam nos dias que estiverem reunidos pelos armazéns do Píer Mauá, onde começa hoje o Fashion Rio, e pelo Auditório Ibirapuera, a lona da SPFW, aberta no dia 17. Depois, imprima essa página, faça piada no bar mais próximo ou, melhor, use para impressionar um pretê novo.
A, de fila A
Não é lenda. Há casos de jornalistas que não saem de casa, do lobby do hotel ou da barraquinha de cachorro quente se descobrem que o convite reservado para eles é na fila B. Se for C ou D, então, eles pulam cafonas no rio Tietê ou desfilam pela primeira favela que surgir nos arredores da Avenida Brasil carioca. A fila A é uma distinção similar ao ingresso para o funeral de Michael Jackson. Quem tem, exibe, repercute, gargalha como um rico. Em edições anteriores, só quem estava na fila A ganhava brinde (de uma barrinha de cereal a uma bolsa assinada por uma grife chique). Hoje, a figura ganha uma tonelada de papel, pedaços de tecido ou um bibelô inútil. Brinde bom vai para cama do hotel dos finos.
B, de Backstage
Como o nome sugere, o que fica atrás do palco. É lá onde ficam os modelos, algumas mães de new faces orgulhosas, as araras com as roupas que serão desfiladas, agentes, bookers e jornalistas exaustos. Isso, em dias normais. Se uma Gisele ou uma celebridade do momento estiver para desfilar, inclua aí repórteres afoitos, histeria generalizada, gente chorando e o diretor de cena dando show de grosseria.
B, de Booker
É uma espécie de babá ou, desculpe querido, um acompanhante, o representante da agência junto à modelo. Ele acorda a moça, esconde os gordurosos queijos amarelos da mesa do café-da-manhã e, às vezes, ajuda a curar a ressaca da recém-adolescente. Sim, modelo gosta de fumar e beber. Fora do evento, é o contato da profissional com os clientes (grifes e veículos de comunicação). A saber: meninas aprovadas para desfilar ou fotografar para campanhas foram “bookadas”.
C, de Celulite
Sim, algumas têm a maldita, apesar de magras e jovens. São mulheres, afinal. Para não escandalizar durante o desfile, o truque é maquiar bem a zona de guerra porque a iluminação numa sala de desfile não salva nem as albinas. E todo mundo gosta de rebaixar as coitadas, tipo “tá vendo, ela é modelo e também tem!”. Por isso, as meninas preferem desfilar coleção de inverno.
C, de Cenografia
Funciona como se fosse picadeiro. A plateia geralmente assiste tudo sentada em arquibancadas apertadas e à frente delas, o espetáculo. Se você é vintage, do tempo da Xuxa ou da Monique Evans, esqueça aqueles desfiles em que a modelo saía do backstage, dava alguns passos, um pivô no meio, andava mais, outro pivô e voltava. Hoje em dia, nem sempre elas andam. Podem ficar paradas numa instalação, em cima de uma pedra gigante de gelo ou fingir que estão numa festa moderna. Pivô? Esqueça. A maioria imita o andar de Gisele, uma pseudocavalgada, e “quebram” o quadril na ponta. Outra: nem sempre os desfiles acontecem no palco principal. Às vezes os convidados precisam se deslocar durante o dia (muitas vezes perdem o desfile seguinte por causa disso) para um museu, um shopping, uma floresta ou para um rio fedorento.
C, de Catwalk
É a passarela, onde os modelos surgem, (não) sorriem, e somem. É muito usado para glamourizar certas situações.
E, de Estilistas
Eles são as estrelas da festa. Antes dos desfiles, ficam no backstage com seus assistentes e depois se expõem para a plateia. Cada um se exibe como pode: uns desfilam juntos com os modelos no final (para identificar: é sempre o mais baixo), outros só põem a cabecinha de fora do backstage (com cara de exaustos), e outros desfilam sozinhos, firmes, e acenam para a os amigos da fila A. Um clássico: a maioria se apresenta bem simplesinha, tipo jeans surrado e camiseta básica, para não chamar mais atenção que as roupas que eles querem vender.
F, de Fashion
Por princípio, moda. Mas já virou adjetivo. “Maria estava fashion hoje”, por exemplo. Bom avisar logo que usar essa frase não é mais fashion, é cafona.
F, de Fashionista
É todo mundo que ama, idolatra e trabalha nesse universo. Usa-se meio genericamente mesmo. Richarlysson, zagueiro do São Paulo, é um exemplo.
F, de Folhas
Assim como os espumantes servidos em lounges, as hortaliças fazem muito sucesso em eventos de moda. Sempre há lanchinhos nos backstages para os modelos, mas quem disse que eles comem? Muito na penumbra. Se aparecer um fotógrafo de repente (ou o agente), a reação é imediata: ele pegam o sanduíche, jogam fora o presunto (magro), o queijo (branco) e comem só a alface (seca, sem nada).
G, de Gay
Se você ainda for do século 18, melhor nem passar perto de eventos assim. Os gays, ao contrário do que os cientistas dizem por aí, parecem se multiplicar em janeiro e junho, ano a ano. Há de todo tipo, e eles são queridos por todos, afinal trazem em suas maletas as maquiagens mais modernas, entendem tudo de elegância e de alimentos magros, além de saberem, de cor, as festas certas para onde se ir pós-desfile. Além disso, se você for heterossexual, faça amizade com um bem posicionado porque ele tem o celular das mulheres mais lindas. Negocie a troca de favores e está tudo certo.
G, de Gíria
Em toda temporada surge uma penca de gírias. Já houve o tempo do “hype”, do “hope”, do “volte pro mar oferenda”, do “beijo-liga” e do “pretê”. Não adianta explicar porque agora é passado. Se quiser posar de moderno, corte duas palavras essenciais pela metade: maravilha e incrível. Use e abuse de “Mara” e “Incri”. Claro que é usado como elogio e vem do mundo gay. De um escritório é que não viria, certo?
H, de Hairstylist
É muito, muito desagradável chamar cabeleireiro de… cabeleireiro. Ele é hairstylist. Pronto, falei. O mesmo serve para maquiador. Ele é um make-up artist.
I, de Inglês
Se você estiver iniciando o curso, pode ter uma certa dificuldade. Usa-se muito por lá: standing (convidados sem cadeira), sponsor (patrocinador), lounge (estande) e, claro, os próprios nomes do evento.
L, de Lineup
É a programação de desfiles. Simples assim.
M, de Modelos
Dependendo da modelo, ela pode ser mais paparicada e dar mais entrevistas que um estilista, e nem é só Gisele que reina . À parte: mede-se a fama de alguém em eventos assim de acordo com o volume de gente que se forma ao seu redor para perguntar coisas do tipo “como está se sentido hoje?” ou “o que acha de eventos como esse?”.
N, de New Face
São as meninas que querem a fama e a fortuna de Gisele, mas ainda estão com pernas trêmulas e seios em formato de botão. Às vezes há tempo para elas.
P, de Papisas
São as grandes damas do universo da moda, que levantam e destroem coleções, arruínam ou alavancam carreiras. Muitas vezes um desfile só começa quando todas estão devidamente sentadas. Na fila A, óbvio.

P, de Pit
É o puleiro onde ficam agrupados os irreverentes, exaustos e, às vezes, mal humorados fotógrafos e cinegrafistas. Eles passam horas em pé, carregam toneladas de equipamentos, brigam pelo melhor ângulo, torcem pela queda de um modelo e depois precisam correr e enviar o material para quem está em casa conferir.
S, de Scouter
É o olheiro, o cara que anda por aí caçando gente linda para jogar nesse circo. Faz o primeiro contato externo com o modelo, digamos.
S, de Stylist
É o profissional que organiza o caos criativo do estilista. Ele harmoniza peças e acessórios, dita a ordem de entrada das peças, opina em cabelos e maquiagens. Ganha muito bem para isso.
T, de Tendência
É a aposta do estilista. Você pode nunca usar. Mas que ele aposta, aposta.
V, de Vintage
É vintage usar “in” e “out”, por exemplo. Tudo que é passado vai para o baú de referências. Mas isso não quer dizer que não voltamos a expressões ou roupas antigas. Na moda, tudo vai e volta.
Fonte: João Luiz Vieira para Terra Moda
6 jan
A última revista a entrar na onda das modelos em “tamanho natural” e evitar imagens alteradas é a Marie Claire australiana, mas de maneira mais light: a top que estampa a capa da edição de fevereiro não é GG, mas também não tem retoques feitos no Photoshop. Aos 26 anos, a modelo Jennifer Hawkins mostra uma dobrinha a mais na cintura e minúsculos furinhos na coxa.
Parte da renda obtida com a venda da revista será revertida para a Fundação Butterfly, entidade australiana que ajuda quem sofre de distúrbios alimentares. Já que a ideia era essa, por que não usar uma mulher comum?
Segundo a diretora da fundação, essa tática já foi usada por outras revistas no passado sem sucesso. “Infelizmente não causa o mesmo impacto. Jennifer [na capa] vende mais e desperta consciência. Se a Marie Claire tivesse escolhido uma mulher comum, por exemplo eu ou uma amiga sua, não teria causado a mesma conscientização”, disse ela ao site Life & Style.

4 jan
É o desejo da CARMELA!

30 dez
Umas das principais tradições do Reveillon está ligada às cores das roupas usadas durante a virada do ano. Cada cor possui um diferente significado. Então, segundo às simpatias de ano novo, na noite do dia 31 de dezembro você deve usar uma peça de roupa ligada ao que você deseja alcançar no ano que se aproxima.
Por exemplo, o branco, que é a opção da maioria das pessoas para a noite de Reveillon, traz calma, ordem, simplicidade e harmonia. Já o dourado traz sorte e riqueza. Para não correr o risco de fazer a escola errada, confira abaixo a lista com o significado das cores para usar no ano novo 2010.

* Branco: Traz paz, calma, ordem, simplicidade, harmonia e estimula os sentidos. Significa inocência e pureza.
* Dourado: Traz sorte e riqueza.
* Rosa: É a cor da feminilidade, da afeição e do romantismo. Deve ser usada por quem quer viver um grande amor.
* Verde: Traz vitalidade e confiança. Tem efeito calmante, relaxante e está ligado à harmonia e equilíbrio. É também a cor da fertilidade.
* Amarelo: É a cor da prosperidade. Estimula o otimismo, a criatividade, a inteligência e é a cor ideal para quem quer trazer alegria para seus dias.
* Laranja: Significa movimento e espontaneidade. A cor estimula a sensação de calor e alegria, trazendo ótimas vibrações e disposição.
* Azul: Representa serenidade e segurança. Cor ideal para quem quer calma e confiança.
* Vermelho: Significa amor, elegância e requinte. Funciona como estimulante e melhora o ânimo de quem usa.
Fonte: www.bloglouco.com
23 dez
A hora de fazer as malas é sempre uma confusão, você quer levar mil coisas, mas não pode e também não deve. Se exagera, sente no bolso o arrependimento por pagar excesso de bagagem e ter levado coisas que nem usou.
Tudo começa com a escolha da mala. Hoje em dia o melhor é optar por modelos com rodinhas, principalmente se você vai para o exterior, onde, às vezes, o uso do carrinho é pago. Identificação sempre no lado externo da mala!
Outra coisa, nada de viajar com a mala socada de roupas. Um espacinho é sempre bem vindo, afinal você pode se apaixonar por uma pecinha nova e correr o risco de não poder levá-la para não aumentar o tamanho do prejuízo com o excesso de peso.
A mala de mão é primordial, é lá que vão objetos de valor como dinheiro, joias (tente ser o mais ecônomica possível), celular, câmera, ipod, documentos, produtos de higiene e uma mudinha de roupa. Nessa mudinha sempre levo uma calcinha e outra blusa. A calça, se a mala se perder, dá pra usar um dia a mais sem grandes dramas. O primeiro passo é escolher roupas condizentes com o lugar que você está indo, ou seja, jaqueta para a praia está fora de cogitação. As peças básicas funcionam e combinam muito mais entre si, do que peças estampadas. Se não vive sem estampas, ok, leve uma ou duas coisinhas que dê para usar com jeans e calça preta, por exemplo. Peças curinga como um vestidinho preto, por exemplo, são perfeitos, pois podem ser usados de dia e a noite.

Tecidos que não amassam são sempre bem vindos. No caso dos homens, aquelas camisas amassadinhas são um charme na praia. Use e abuse. É claro que não é possível só levar coisas que não amassam, por isso quando chegar ao seu destino desfaça a mala e arrume suas roupas no armário, além de ventilar, ajuda a desamassar.
Lembre-se: acessórios ocupam pouco espaço e mudam todo o visual. Se você vai à praia, chapeú é o primeiro item que deve entrar na mala.
Uma bolsa para o dia e uma carteira está de bom tamanho.
Repetir roupa durante uma viagem faz parte, mas se você não quer ter essa impressão procure trocar mais a parte de cima.
Por mais que você vá para a praia ou o Nordeste, um casaquinho é sempre bem vindo, lembre-se que o ar condicionado costuma ser abusivo nesses lugares.
Sapatos confortáveis são sempre as melhores opções. Se você não vive sem um saltão, opte pelos mais grossos, que aguentam uma noitada sem te deixar louca pra ir pra casa.
Depois que faço a minha mala sempre olho se realmente não dá para eliminar uma ou duas peças.
Praticar o desapego no fim do processo faz bem para as costas e pro bolso.
Fonte: www.juliapetit.com.br